CRÍTICA | Todos meus amigos estão mortos - O Caos como protagonista
(Crítica sem spoiler) Eis aqui um filme que não se prende a muitas das conjunturas convencionais de roteiro (daqueles de começo, meio e fim “fronteiramente” bem definidos; desenvolvimento de personagens de forma escalada com apegos emocionais etc.). Não! Aqui nosso protagonista é o caos! Logo no início do filme, as primeiras cenas já apresentam um verdadeiro “spoiler” de toda a trama, do que o caos é capaz de fazer em apenas uma festa destruída em carnificina! E tudo isso ascende uma curiosidade absurda, levando a um sentimento ambíguo. Em primeiro momento, essa decisão revela um grande desapego a revelação sobre o final trágico dos personagens, por já contar o "final da festa", porém, logo depois desperta a pergunta mágica chave para o desenvolvimento da narrativa: "como isso terminou assim?!" Nas primeiras cenas do filme, ainda nos primeiros 5 minutos, a obra nos apresenta dois policiais detetives em uma cena de crime bárbaro: uma casa de luxo lotada de pessoas...