Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2021

FREE GUY | Games, Filosofia e Comédia: uma obra prima

Imagem
Filmes sobre jogos, ou em universos sobre o mundo dos games, com diversas referências, como Jogador Número 1, ou Detona Ralf, tem sido uma temática bastante presente nos últimos anos. Porém, nenhum deles conseguem o acerto como foi Free Guy, uma obra que carrega um bom humor no estilo Ryan Reynolds (com o detalhe de ser, dessa vez, para toda a família, diferente de Deadpool), além de diversas referências do universo pop/nerd atualizadas, um roteiro que consegue um grande fôlego após encerramento de arcos narrativos, reflexões existenciais complexas de forma lúdica e críticas à cultura armamentista norte americana e da comunidade gamer. A obra conta a história de um NPC (non-player character, ou jogador não jogável, basicamente, uma inteligência artificial) que está inserido em um jogo chamado Free City, uma cidade caótica, onde os jogadores podem fazer simplesmente o que quiser dentro dela, que se resume em: assaltar bancos, assassinar pessoas e cometer outros crimes aleatórios e destr...

O ESQUADRÃO SUICIDA | Confira nossa resenha.

Imagem
Dizer que esse filme é a “versão DC” dos Guardiões da Galáxia (I e II, 2014 e 2017) seria reduzir James Gunn a um mero reprodutor de ideias fechadas, e até retirar dele o mérito artístico e intelectual que vem demonstrando em suas aventuras com filmes do gênero, pois não é isso o que acontece. No entanto, é inegável que O Esquadrão Suicida consegue trazer um mix muito interessante de ação e humor que já foi, de fato, visto na equipe do Senhor das Estrelas e que não havia sido alcançado pela DC até agora (exceto talvez um pouco em Shazam), e que é, por isso mesmo, traço marcante de Gunn. O diretor apresenta aqui algo que não me parece ter sido experimentado no histórico de filmes heroicos da DC: muita (mas muita mesmo!) violência, sadismo e boca suja, mas tudo isso sabiamente controlado pela inteligência do roteiro e pela porção bem-humorada da pena de Gunn. Sabemos que essa escola vem de longa data (vale ver a influência de “Os doze condenados” 1967 aqui, e conta muito sua experiência ...

O ESQUADRÃO SUICIDA | Confira nossa resenha.

Imagem
Dizer que esse filme é a “versão DC” dos Guardiões da Galáxia (I e II, 2014 e 2017) seria reduzir James Gunn a um mero reprodutor de ideias fechadas, e até retirar dele o mérito artístico e intelectual que vem demonstrando em suas aventuras com filmes do gênero, pois não é isso o que acontece. No entanto, é inegável que O Esquadrão Suicida consegue trazer um mix muito interessante de ação e humor que já foi, de fato, visto na equipe do Senhor das Estrelas e que não havia sido alcançado pela DC até agora (exceto talvez um pouco em Shazam), e que é, por isso mesmo, traço marcante de Gunn. O diretor apresenta aqui algo que não me parece ter sido experimentado no histórico de filmes heroicos da DC: muita (mas muita mesmo!) violência, sadismo e boca suja, mas tudo isso sabiamente controlado pela inteligência do roteiro e pela porção bem-humorada da pena de Gunn. Sabemos que essa escola vem de longa data (vale ver a influência de “Os doze condenados” 1967 aqui, e conta muito sua experiência ...